Chegaram cedo na rodoviária porque não queriam nenhum susto,
nenhum imprevisto que pudesse atrapalhar a viagem. Mesmo não sendo período de
férias ou algum feriado concorrido não quiseram arriscar que algum contratempo
fizesse perder um dia de descanso que fosse. Ela tentava resolver algumas
questões das crianças e da casa com a mãe, que abrigaria os pequenos e ficaria
responsável por ver se tudo estava em ordem no apartamento. Na mesma hora, ele
recebeu uma ligação inesperada do chefe. Pensou em não atender, mas sabe como
são essas coisas... Disfarçando a irritação com o telefonema, prestava contas
de quem ia substituí-lo, quando voltaria ao trabalho, o que tinha deixado por fazer, etc. Ela o lembrou que não tinham comprado as passagens ainda. Ele,
gesticulando, apontou pra que comprasse no celular mesmo, que retirariam em
seguida. Mais fácil que comprasse ele no guichê e lá mesmo retirasse, acenou
ela com os dedos. A discussão muda persistiu por algum tempo, mas a verdade era
que um dos dois deveria comprar os bilhetes logo.... olhavam-se fixamente e não
decidiam se ele ou ela fariam a bendita compra.
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