Ele decidiu ir ao guichê da empresa que faz o trajeto Rio-Itaipava enquanto ouvia as últimas instruções do chefe. Toda aquela conversa era tão desnecessária que ele sequer prestava a atenção no era falado do outro lado da linha. Foi olhando as placas com os destino que cada companhia fazia e parou na que queriam, tentando manter a atenção na ligação para que suas respostas automáticas não parecem incoerentes. Passagem pra hoje, próximo horário, por favor. O ônibus sairia dali 40 minutos. Era tempo suficiente para descerem à plataforma com tranquilidade.
Ao reencontrar a esposa, ela perguntou se havia comprado as passagens de volta. Putz, amor. Esqueci. Tudo bem, não era um grande problema. Ela compreendia o fato de ter um chefe alugando seu ouvido nunca era uma situação confortável. Desceram a rampa para plataforma 8, felizes por conseguirem embarcar sem atropelos. O motorista já recebia os bilhetes e alguns passageiros embarcavam. Bom dia, disse o motorista, Itaperuna, 9h15. ITAPERUNA?!? Ela olhou atônita pro parabrisa do ônibus e em seguida pra ele, que respirava fundo, com os olhos fechados.
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