Abriu o site da empresa de ônibus entre uma resposta e outra sobre os horários de rotina das crianças.
As tarefas do cotidiano transformaram seu cérebro numa máquina multifunção, que já cronometrava o horário que chegariam em Itaipava com a hora do almoço dos filhos. Ele se afastou um pouco e ela teve que gritar. Procura o guichê da Águia Branca! É só retirar. Te mandei os códigos já. Ele fez um sinal com a mão atrás da cabeça e foi, sem ela ter certeza que ele ouviu tudo o que disse.
Ele voltou com as passagens e um sorriso como de quem acabara de ganhar liberdade. Tudo certo, vamos descer logo. Embarcaram e, enquanto procuravam os assentos, ele exclamou: Amor?? Ela, sobressaltada, imaginou que ele tinha lembrado de algo que não poderiam ter esquecido. 24, amor? Ela respondeu aliviada e orgulhosa da brincadeira. Ué, qual o problema? Ou essa masculidade é frágil assim? Os dois riram, já sentados, esperando a partida do ônibus.
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